24 de agosto de 2009

Drag Me To Hell
(Arraste-me para o Inferno)

Uma crítica sútil à crise do mercado imobiliário sub-prime norte-americano, iniciada em 2006.

(Atualizado em 25 de agosto, às 9h55min)

Semana passada, estreou o novo filme do diretor Sam Raimi (Homem-Aranha 1, 2 e 3): Drag Me To Hell (Arraste-me para o Inferno.) Como o próprio diretor disse, trata-se de uma volta ao gênero de terror, que foi sua escola primária: "'Arraste-me para o inferno' me trouxe de volta ao terror. E o terror é meu jardim-de-infância. Nele, eu posso criar todo um universo a partir de uma base fantástica", disse a'O Globo'.

E essa base fantástica serviu para atingir diretamente um tema que hierarquiza toda a realidade: a crise econômica mundial. Para além da discussão do gênero e da técnica empreendida no longa-metragem, não pude deixar de notar uma sensacional - apesar de sútil - crítica à crise imobiliária sub-prime que assolou a economia norte-americana iniciada no fim de 2006. A história da corretora financeira Christine Brown é uma ficção que visivelmente tenta imitar a realidade recente. Ela é uma profissional com uma carreira em ascensão, que pleiteia uma promoção para a vaga de gerente assistente de uma instituição de crédito, especialista em crédito de alto risco (ou o famoso sub-prime, em inglês).

O problema é que, também na ficção escrita por Raimi, as instituições financeiras como a que Brown trabalha estão passando por sérias crises. Ela, para impressionar seu gerente, resolve tomar uma atitude socialmente drástica: negar o pedido de extensão de crédito para uma velha e misteriosa Sra. Ganush. O que fará a idosa perder sua casa para o banco em que Christine trabalha.

Essa senhora é retratada como uma velha cigana, obedecendo o preconceito que predomina na cultura norte-americana. Ou seja, para eles, o cliente sub-prime tanto poderia ser um cigano, quanto um mexicano, um chinês, um índio, um árabe ou... um brasileiro!

O centro mundial do capitalismo não considera que milhões de trabalhadores, como a sra. Ganush, pagaram por 20, 25 ou até 30 anos por uma moradia com o suor do seu trabalho árduo. Para os senhores do capital é muito mais simples pedir à justiça para tomar a casa dos trabalhadores, e assim manterem suas altas taxas de lucros, jogando a crise para as costas de milhões de senhoras e senhores Ganush.

E para ganhar a opinião pública mundial, a indústria do cinema faz a simples opção de representar as minorias e imigrantes como seres encantados que saem por aí lançando maldições contra os funcionários dos grandes bancos e corporações financeiras internacionais que "ousam" humilhá-los ao tomarem suas casas.
REDE GLOBO: "Criança Esperança" é manobra para faturar com dinheiro do público com restituição do Imposto de Renda

Circula na Internet um e-mail cuja mensagem vem causando arrepios à Rede Globo: Criança Esperança: Você está pagando imposto da Rede Globo! Quando a Rede Globo diz que a campanha Criança Esperança não gera lucro é mentira.

Porque no mês de Abril do ano seguinte, ela (TV Globo) entrega o seu imposto de renda com o seguinte desconto: doação feita à Unicef no valor de... (aqui vem o valor arrecadado no Criança Esperança).

Ou seja, a Rede Globo já desconta pelo menos 20 e tantos milhões do imposto de renda graças à ingenuidade dos doadores! Agora se você vai colocar no seu imposto de renda que doou 7, 15, 30 ou mais pro Criança Esperança, não pode, sabe por quê? Porque Criança Esperança é uma marca somente e não uma entidade beneficente. Já a doação feita com o seu dinheiro para o Unicef é aceito. E não há crime nenhum. Aí, você doou à Rede Globo um dinheiro que realmente foi entregue à Unicef, porém, por que descontar na Receita Federal como doação da Rede Globo e não na sua? Do jeito que somos tungados pelos impostos, bem que tal prática contábil tributária poderia se chamar de agora em diante de Leão Esperança.


Lição: Se a Rede Globo tem o poder de fazer chegar a mensagem dela a tantos milhões de televisores, também nós temos o poder de fazer chegar a nossa mensagem a milhões de computadores!

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