Nesta quinta feira (4 de março), ocorrerá um grande prostesto contra o fechamento anti-democrático do Restaurante Universitário!
Participe!

Com informações do Centro Acadêmico de Serviço Social UFRN - CASS
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Amor de carnaval ou um arlequim apaixonado
Nada é melhor do que começar uma história lembrando daquilo que não queremos repetir. Andei refletindo sobre as relações. Então, nada é melhor do que conversar com as pessoas, trocar impressões, experiências e opiniões. Principalmente quando o tema é o amor. Ou os amores, desamores, decepções, vacilos, arrependimentos, enfim tudo aquilo que é fruto dos erros, da imaturidade, do egoísmo, da vaidade. E não é nisso que quero estar envolvido, em plena antevéspera de carnaval.
Num carnaval desses aí, parei pra escrever, quais eram as sensações de um carnaval caseiro: suas empolgações e algumas frustrações. Além deste, já vivi quase tudo. Carnaval inconsequente, coisa de família, programação enamorada, lugares agitados, outros desconhecidos. Por isso, modelos para optar não faltarão para este. E a bem da verdade, já está quase tudo previsto e aprovisionado.
Recentemente, concluí que a grande diferença dos amores comprometidos é que eles necessitam de lastros. Já os amores de carnaval, por sua própria natureza são o oposto. E é assim que este arlequim apaixonado estará a procurar nas ruas e vilas do centro histórico as belas jovens desprevenidas, cujo beijo poderá ser roubado. Mas também com quem poderá ser compartilhado o sabor de não haver frustração, assim que finda a relação.
Afinal, tenho o ano inteiro pra ser um pierrot, ingênuo ou crente nos amores puros e desinteressados. Pra encontrar e perder - por entre os frágeis laços - colombinas que preferem se entregar aos arlequins, com sua personalidade marcadamente vil, trapaceira e sacana. Pelo menos no carnaval, estarei de consciência tranquila. Não que eu pretenda ser ou fazer exatamente tudo aquilo que condeno o ano inteiro. Quero apenas não me interessar por algo que provavelmente me machucará lá na frente. Por isso, decreto desde já, viva os amores de carnaval! Quiçá deixem de ser apenas de um carnaval. Porventura seu espírito transcenda. E que os próximos amores, seja dentro ou fora do carnaval, possam aprender a lição. Que a vida real não é para pierrots, colombinas ou arlequins. É sim para nós. Os que queremos amar, seja como for.