Sábado de recomeço
Acordei mais um dia trôpego e tranquilamente...
Esqueço!
Saio, vejo, sigo contínuo, com estímulo e...
Tropeço!
Recebo, de onde menos espero, uma generosa sugestão...
Obedeço!
Amanhã é sábado, um bom dia para um...
Recomeço!
28 de dezembro de 2007
19 de dezembro de 2007
Bilhetagem eletrônica: trabalhadores e juventude na mira dos empresários
Para localizar bem esse debate, antes de tudo, é preciso fazer uma breve discussão histórica. A época que vivemos, de decadência do capitalismo, é caracterizada por um processo brutal de destruição das forças produtivas: o homem (trabalho) e a natureza (matéria prima). Das três forças produtivas (matéria prima, trabalho e técnica), a única que permanece se desenvolvendo – ainda que de maneira parcial e limitada – é a tecnologia (técnica). Em primeiro lugar, o desenvolvimento da técnica é parcial porque a burguesia segue se apropriando de todo o domínio tecnológico (patentes, direitos autorais, etc...), impedindo, assim, que o conjunto da humanidade tenha acesso ao acúmulo de conhecimento técnico disponível no mundo. Em segundo lugar, como não há socialização do conhecimento tecnológico, este se torna limitado porque pouquíssimo são os seres humanos que podem dar uma contribuição ao desenvolvimento da técnica e, principalmente, usufruir dos benefícios diretamente ligados a eles: a diminuição do trabalho. Essa é a síntese da descrição do modo de produção da sociedade humana atual: temos um modo de produção contraditório porque o desenvolvimento da técnica não libera a o trabalho nem poupa a natureza, senão o contrário.O Natal Card alardeado pelo Sindicato patronal (SETURN) é o desenvolvimento das formas de arrecadação, exploração e extorsão dos trabalhadores e da juventude. Esse é o significado central desse modelo e, por isso, não podemos fugir a esse debate. É o desenvolvimento da tecnologia a serviço do enriquecimento de uma casta parasitária. O que queremos dizer é que os que defendemos os interesses da classe trabalhadora, não somos “por princípio” contra o desenvolvimento e aprimoramento da técnica. Somos radicalmente contra o seu uso para elevar a exploração das massas trabalhadoras e da juventude a níveis ainda mais insuportáveis. Defenderíamos os trabalhadores rodoviários se esses resolvessem se mobilizar para ocupar e administrar as empresas, se através dessa mobilização expropriassem seus antigos patrões sem lhes pagar nenhuma indenização. E defenderíamos esses mesmos trabalhadores se, então, impusessem um sistema eletrônico como maneira para diminuir o trabalho (por exemplo, os antigos cobradores poderiam dirigir os ônibus, e, assim, todos trabalhariam por uma jornada de cerca de quatro horas) e para garantir os direitos dos demais trabalhadores e da juventude (redução das tarifas, passe livre para a juventude, idosos, desempregados – para que estes procurem trabalho). Isso para tratar da essência da questão.
Porque além de tudo isso que dizemos acima, existem também os ataques pontuais aos direitos dos trabalhadores e da juventude. O desemprego é o primeiro deles: centenas de cobradores, a exemplo do que ocorrer na empresa Trampolim, irão ficar sem trabalho. O controle do banco de dados de todos os usuários permitirá aos empresários arbitrar quem tem e em qual quantidade cada um terá direito a meia-passagem ou gratuidade. Em outras cidades onde foi implantado, o sistema eletrônico, permitiu ao empresariado cassar o direito dos estudantes em períodos como férias ou feriados nacionais. O aumento das tarifas, com a cobrança através da “carga embarcada”, um modelo de cobrança efetuado no momento do embarque do passageiro onde as empresas cobram um ágil pela “praticidade” do serviço.Portanto, ser contra a aplicação da bilhetagem eletrônica (Natal Card), em primeiro lugar, é uma opção de classe. E é essa opção que irá orientar todo o nosso trabalho e todas as nossas ações no próximo período.
14 de dezembro de 2007
A Conlute natalense tem duas importantes vitórias!
Antes das merecidas férias, o movimento estudantil combativo potiguar alcançou duas importantes vitórias. A primeira, na Escola Estadual Prof. João Tibúrcio. A eleição do grêmio estudantil dessa escola representa a materialização do sonho de muitos ativistas que é finalmente se organizar na própria escola.
Antes das merecidas férias, o movimento estudantil combativo potiguar alcançou duas importantes vitórias. A primeira, na Escola Estadual Prof. João Tibúrcio. A eleição do grêmio estudantil dessa escola representa a materialização do sonho de muitos ativistas que é finalmente se organizar na própria escola. Na João Tibúrcio, um grupo de ativistas independentes com referência na Conlute buscaram a Coordenação para orientar a formação do grêmio e da chapa. A Conlute indicou todos os passos que os estudantes deveriam seguir, desde a convocação de uma Assembléia para eleger a Comissão Eleitoral e aprovar o calendário eleitoral, até como proceder nas inscrições de chapas, campanha e no dia da votação. Duas chapas foram inscritas: a primeira de ativistas independentes ligados à Conlute e a segunda composta por independentes sem nenhuma referência política.
No dia 4 de dezembro, ocorrerem as eleições. Em um clima de grande participação estudantil - inédito na história recente da escola - a votoção ocorreu nos dois turnos. A chapa ligada à Conlute venceu as eleições por 110 votos contra 59 da chapa 2. Ao final do processo eleitoral, o clima era de sensação do dever cumprido e de que afinal os verdadeiros vencedores era o movimento estudantil combativo.
Já na Escola Estadual Professora Ana Júlia de Carvalho Mousinho, a eleição marcou a reconstrução do grêmio estudantil, no marco de uma acirrada disputa de projetos: grêmio livre versus grêmio governista. Isso porque a chapa da Conlute - formada por estudantes participaram das jornadas de 2006 contra os aumentos de passagens e em defesa do passe livre - defendia um grêmio livre, independente de governo, empresários e da direção da escola. Enquanto a chapa 2 era ligada a juventude Rebelião (PCR) e a UESP que defendem abertamente tanto o governo Lula quanto o governo Vilma, portanto estão diretamente ligados aos maiores inimigos da escola pública. Além disso, a UESP não passa de mais uma entidade fantasma, uma máfia de carteirinhas.
Durante as eleições percebemos que na chapa 2 existem muitos estudantes honestos e que ainda só permaneceram ligados à juventude Rebelião e à UESP por desconhecerem as reais práticas dessas duas organizações.
Nesse exato momento é necessário fazermos um chamado a todos os lutadores e a todas as lutadoras da escola Ana Júlia a se unirem ao grêmio estudantil, de luta e independente para construirmos uma alternativa de direção para as lutas estudantis em 2008. Essa batalha passa pelo fortalecimento da Conlute e pela discussão com outros estudantes e grêmios estudantis de luta que estão fora da Conlute para criarmos essa nova ferramenta de luta. Precisamos unir todos os lutadores e lutadoras que defendem a educação e que reconhecem em Vilma e em Lula os seus principais inimigos.
Mais Verbas pra Educação!
Não pagar as dívidas externa e interna, investir 10% do PIB para a educação já!
Contra a bilhetagem eletrônica!
Contra os aumentos de passagens!
Passe livre já!
Estatização do sistema de transporte público sob o controle dos trabalhadores!
13 de dezembro de 2007
Bancários do RN filiam-se à Conlutas
Uma Assembléia histórica, representativa e emocianante. Poderíamos parar por aqui e já teríamos definido o que ocorreu na noite desta quarta-feira, 12 de dezembro de 2007, no auditório da FETARN (Federação dos Trabalhadores Rurais).
Uma Assembléia histórica, representativa e emocianante. Poderíamos parar por aqui e já teríamos definido o que ocorreu na noite desta quarta-feira, 12 de dezembro de 2007, no auditório da FETARN (Federação dos Trabalhadores Rurais).

Foto: Rafael Duarte
Mas precisamos dizer mais. Se é verdade que ontem o Sindicato dos Bancários legalizou sua relação com a Conlutas, também é verdade que essa relação já vem de longa data. Como bem lembrou o dirigente do sindicato, Marcos Tinôco, o discurso mais inflamado e envolvente da noite: "Desde de 2003, quando aqui em Natal surgiu a Celutas [Coordenação Estadual que serviria mais tarde de inspiração para a Conlutas] nós bancários, da minoria, já a reivindicávamos e a construíamos".

Foto: Rafael Duarte
Uma relação entre a Conlutas e o Sindbancários expressa por exemplo, na dedicação do dirigente Eduardo, que é coordenador da Conlutas, a representa em várias greves e eleições sindicais. Relação entre a Conlutas e o Sindbancários expressa no apoio que este sindicato presta às oposições, que são os germes da implantação da Conlutas em nossa classe.
Por conta das tarefas que tenho em outros setores do movimento, participo pouco da vida da categoria e do sindicato bancário. Geralmente estou presente nas greves, paralisações e eleições sindicais. Mas nesta assembléia em especial, fiz questão de desmarcar tudo e assistí-la do início ao fim. Sabia que ali, naquela noite, estava sendo escrita mais uma página da história da reorganização do movimento dos trabalhadores brasileiros.
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