27 de fevereiro de 2008

Retomada dos trabalhos

Caros leitores,
É com muita consideração que peço desculpas pelo grande espaço de tempo parado - 21 dias. Estava vivendo aqueles períodos em que qualquer ser mortal fica travado e sem inspiração nenhuma para criar ou opinar sobre nada - apesar de permanecer observando tudo. É o que chamo de "crise de intervenção". Esse é um dos piores males, pois lança um estado de letargia justamente sobre aqueles que se propõem a serem ativos e minimamente críticos.
Mas não foi uma paralisia só da observação ou da crítica política, senão também um estacionamento artístico e espiritual. Parece que quanto mais projetos me aparecem para dar conta, mais eu fico questionando quais são meus limites. Isso tem a ver com as grandes diferenças entre um projeto e outro. Isso tem a ver também com o caráter uno que cada um de nós temos. O que quero dizer é que estamos sujeitos a enfrentar problemas espirituais em meio a uma grande efervescência de criação artística ou de intervenção política - e vice-versa.
A minha parada nesses vinte e um dias tem a ver com isso. Tive um semi-cataclismo pessoal, suportado a base de muita convicção naquilo que pretendo fazer, no que acredito ser verdade e no que - em realidade - amo.
Allé, estou de volta
Proletariado brasileiro

A revolução visitou o Equador
e não encontrou sua direção,
depois seguiu rumo a Argentina
e mais uma vez antecipou a situação,
quis encontrá-la, então, na Bolívia,
e mesmo com toda a história de luta daquele país,
não havia lá a organização...
Hoje, a situação revolucionária
incendeia a Venezuela,
mas ainda não é agora
que o encontro definiu uma solução.

O problema da pobre América latina,
é que os erros e vacilos da esquerda,
constantes e demasiado repetitivos
em nosso continente,
não poderá vacilar
ao tentar despertar,
com o furor da revolução,
o grande e adormecido vulcão
(proletariado brasileiro)

6 de fevereiro de 2008

Abra-te a mim
Esses últimos dias foram realmente decisivos para eu poder compreender o que está havendo comigo. O que está se passando ao meu redor. Pra isso, foi necessário que eu investigasse uma vida. Tomasse contato com detalhes que já estavam adormecidos em um passado remoto. Acordar-lhes fez muito mal. Mas às vezes um bom acerto de contas com o passado, talvez, seja o único remédio para livrar-mo-nos dele de uma vez. Tratou-se de uma investigação consentida, nada de invasão ou qualquer outra inconviniência egoísta. A vida e sua história abriram se pra mim em forma de relato, de drama, tragédia. Assistí-la me deixou hora comovido, hora indignado e pude, à minha maneira, expressar tudo isso.
O medo, o temor da perda são constantes em nossas vidas. Principalmente porque são espectros reais, que de quando em quando se aproximam, depois se afastam. Para destruir esses fantamas será necessário muita união, cumplicidade, sagacidade, honestidade, sinceridade e, claro, amor.
Penso estarmos construindo essa receita. O que andei lendo por esses dias me fez crer muito nisso. Penso estarmos no caminho certo.

3 de fevereiro de 2008

Afinal, é carnaval!

O carnaval é motivo para parar tudo, correto? Errado! Saí por alguns instantes da folia pra registrar o que andou se passando. Nesse carnaval, diferentemente do passado, tenho me portado tranqüilamente. A folia é privé. Pode isso? Deixei de cair na estrada (meu passa-tempo favorito e sonho de consumo) pra curtir a calmaria(?) de um carnaval caseiro. Tenho lá minhas reservas quanto o que acabei de dizer porque a enxaqueca de hoje de manhã estava impagável. Imagine que a farra foi terrível. Eu, meu companheiro de moradia e um casal de amigos fomos o suficiente pra curtir tudo de uma maneira nada-tradicional, afinal é carnaval! Calma aí, não tô me referindo a nenhum fetiche de um pierrot pervertido não... Estou somente registrando que entre os lícitos e ilícitos não vi nem as luzes deste sábado se apagarem, na verdade: eu me apaguei primeiro!
Veja só: deixei de partir para dois roteiros tentadores e completamente distintos. Uma serra (Vital/Paraíba) e uma praia paradisíaca (Aracati/Ceará). Tudo isso por um pressentimento de não me aventurar pelas estradas nesse fim de semana. Será que foi um boicote sub-consciente a determinação oficial de proibição da comercialização de bebidas alcóolicas em rodovias federais? Ou mesmo um aviso para-materialista para ficar quieto no meu lugar? Bom, como dizia um antigo amigo: "na dúvida, não coma!". E já que eu não tinha certeza, resolvi ficar em casa mesmo.
De uma coisa eu posso assegurar-vos: não me arrependi mesmo, estou super feliz e curtindo pra caramba (daqui uma hora quando eu chegar, com certeza a turma estará me esperando). Só espero ser mais resistente hoje com relação ao que fui ontem. Pra você ter uma idéia, simplesmente por volta das 10 da noite recebi um contato no celular, retornei a ligação inconscientemente (com certeza meu sub-consciente identificou a importância da pessoa em questão) e somente hoje de manhã percebi o que havia se passado. Obviamente, graças aos registros do meu celular. Bom, espero que isso não passe hoje de novo. Ah, e se você estiver lendo isso agora, me liga vai. rsrsrsrs.
Por enquanto é isso aqui!
Afinal, é carnaval!