9 de outubro de 2009

Chapa apoiada pela Conlutas vence eleições da educação em São Gonçalo do Amarante


Na madrugada do último dia 8, quinta-feira, os trabalhadores da educação em São Gonçalo do Amarante (RN) alcançaram uma importante vitória. A Chapa 2 – Oposição na Luta, que disputava contra a atual direção, organizada na Chapa 1 e comandada pela CTB, venceu as eleições do Núcleo do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTE/RN) de São Gonçalo do Amarante. A vitória consolidou o crescimento da oposição na cidade e expressou a vontade de professores e funcionários em combater o governismo da direção do CTB.

A eleição ocorreu durante toda a quarta-feira, dia 7, em dez urnas, sendo duas fixas e oito circulando pelas escolas. A direção do SINTE fez de tudo para atrasar a saída das urnas, dificultando a entrega da diária dos mesários e até escalando motoristas de táxi que não conheciam o roteiro das urnas. Ao todo, foram 578 votos. A Chapa 1 (situação) obteve 174, enquanto a Chapa 2 (Oposição) chegou a marca de 331, alcançando, assim, 70% dos votos. De acordo com a Chapa 2, essa vitória foi uma resposta da categoria contra todo o governismo praticado pela direção do sindicato no últimos anos.

Apoiada pela Conlutas/RN e pelo Núcleo do Sindsaúde de São Gonçalo, a Chapa 2 fez uma campanha bastante politizada, com o objetivo de mobilizar os trabalhadores da educação para enfrentar os ataques do prefeito do município, Jaime Calado (PR), e lutar para arrancar mais conquistas que possam melhorar as condições de vida e trabalho de toda a categoria.

Na opinião de uma das integrantes da Oposição, Socorro Sousa, com esta vitória, o movimento da educação, ao lado do Núcleo do Sindsaúde, terá mais forçar na luta política e econômica contra Jaime Calado e a Câmara Municipal.

(Retirado do Blogue: educadoremluta.blogspot.com)

6 de outubro de 2009

Fragmento

"Mas eu não poderia deixar de escrever que, ontem, voltei a estar feliz. Espero que volte a ser feliz, contigo. Sua companhia é agradável. Não precisamos de nada sofisticado. Um fim de tarde e uma noite em um banquinho, com gente passando prá-lá e prá-cá era o bastante. Na verdade, sua companhia era o bastante. Finalmente beijar você foi o bastante. Porque foram nos seus lábios que se encerraram qualquer dúvida, e se confirmou que os sonhos diziam apenas uma meia-verdade para mim. E porque dei ouvidos aos sonhos, fui surpreendido com algo muito mais intenso e prazeroso na realidade, ontem."

24 de agosto de 2009

Drag Me To Hell
(Arraste-me para o Inferno)

Uma crítica sútil à crise do mercado imobiliário sub-prime norte-americano, iniciada em 2006.

(Atualizado em 25 de agosto, às 9h55min)

Semana passada, estreou o novo filme do diretor Sam Raimi (Homem-Aranha 1, 2 e 3): Drag Me To Hell (Arraste-me para o Inferno.) Como o próprio diretor disse, trata-se de uma volta ao gênero de terror, que foi sua escola primária: "'Arraste-me para o inferno' me trouxe de volta ao terror. E o terror é meu jardim-de-infância. Nele, eu posso criar todo um universo a partir de uma base fantástica", disse a'O Globo'.

E essa base fantástica serviu para atingir diretamente um tema que hierarquiza toda a realidade: a crise econômica mundial. Para além da discussão do gênero e da técnica empreendida no longa-metragem, não pude deixar de notar uma sensacional - apesar de sútil - crítica à crise imobiliária sub-prime que assolou a economia norte-americana iniciada no fim de 2006. A história da corretora financeira Christine Brown é uma ficção que visivelmente tenta imitar a realidade recente. Ela é uma profissional com uma carreira em ascensão, que pleiteia uma promoção para a vaga de gerente assistente de uma instituição de crédito, especialista em crédito de alto risco (ou o famoso sub-prime, em inglês).

O problema é que, também na ficção escrita por Raimi, as instituições financeiras como a que Brown trabalha estão passando por sérias crises. Ela, para impressionar seu gerente, resolve tomar uma atitude socialmente drástica: negar o pedido de extensão de crédito para uma velha e misteriosa Sra. Ganush. O que fará a idosa perder sua casa para o banco em que Christine trabalha.

Essa senhora é retratada como uma velha cigana, obedecendo o preconceito que predomina na cultura norte-americana. Ou seja, para eles, o cliente sub-prime tanto poderia ser um cigano, quanto um mexicano, um chinês, um índio, um árabe ou... um brasileiro!

O centro mundial do capitalismo não considera que milhões de trabalhadores, como a sra. Ganush, pagaram por 20, 25 ou até 30 anos por uma moradia com o suor do seu trabalho árduo. Para os senhores do capital é muito mais simples pedir à justiça para tomar a casa dos trabalhadores, e assim manterem suas altas taxas de lucros, jogando a crise para as costas de milhões de senhoras e senhores Ganush.

E para ganhar a opinião pública mundial, a indústria do cinema faz a simples opção de representar as minorias e imigrantes como seres encantados que saem por aí lançando maldições contra os funcionários dos grandes bancos e corporações financeiras internacionais que "ousam" humilhá-los ao tomarem suas casas.
REDE GLOBO: "Criança Esperança" é manobra para faturar com dinheiro do público com restituição do Imposto de Renda

Circula na Internet um e-mail cuja mensagem vem causando arrepios à Rede Globo: Criança Esperança: Você está pagando imposto da Rede Globo! Quando a Rede Globo diz que a campanha Criança Esperança não gera lucro é mentira.

Porque no mês de Abril do ano seguinte, ela (TV Globo) entrega o seu imposto de renda com o seguinte desconto: doação feita à Unicef no valor de... (aqui vem o valor arrecadado no Criança Esperança).

Ou seja, a Rede Globo já desconta pelo menos 20 e tantos milhões do imposto de renda graças à ingenuidade dos doadores! Agora se você vai colocar no seu imposto de renda que doou 7, 15, 30 ou mais pro Criança Esperança, não pode, sabe por quê? Porque Criança Esperança é uma marca somente e não uma entidade beneficente. Já a doação feita com o seu dinheiro para o Unicef é aceito. E não há crime nenhum. Aí, você doou à Rede Globo um dinheiro que realmente foi entregue à Unicef, porém, por que descontar na Receita Federal como doação da Rede Globo e não na sua? Do jeito que somos tungados pelos impostos, bem que tal prática contábil tributária poderia se chamar de agora em diante de Leão Esperança.


Lição: Se a Rede Globo tem o poder de fazer chegar a mensagem dela a tantos milhões de televisores, também nós temos o poder de fazer chegar a nossa mensagem a milhões de computadores!

EXERÇAMOS ESTE DEVER, ENVIANDO ESTE TEXTO À LISTA DE AMIGOS E CONTATOS

27 de abril de 2009

23 de abril: dia mundial do livro

No último dia 23 de abril, passou mais um dia mundial do livro e do Direito autoral. A comemoração que pude participar (em espírito e representado pela minha irmã) foi a premiação do concurso "Narrativas breves". Uma realização da Conselheria de Educação da Embaixada da Espanha, da Universidade Potiguar e do Instituto Federal do RN, instituição da qual sou aluno.

Participei, com o conto "Trabalho noturno", pela primeira vez de um concurso literário. Como se é de esperar de um iniciante com pouco talento, não fui premiado.

Mas o melhor que tirei disso foi ter podido participar, ter contribuído da forma possível com a festividade desse importante dia para os que gostam das letras. Nossa, a sensação de ter que aguardar a abertura dos envelopes é singular.

Agora, já estou viciado em concursos literários, estou animado a ler e estudar mais. A tentar escrever mais e melhor porque é muito legal entreter as pessoas.

Sei que ser ativista e escritor ao mesmo tempo é algo que te consume tempo pra caramba. Imagine se eu ainda tivesse que arrumar tempo pra namorar?

Bom, creio que logo, logo estarei aparecendo com alguma novidade aqui no blogue. A não ser que eu arrume uma namorada antes disso.

4 de março de 2009

Embraer obrigada a readmitir

Uma semana após a demissão de 4.270 metalúrgicos, a terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo e líder global na fabricação de jatos particulares é obrigada pela justiça a suspender as demissões.


A Embraer é uma empresa presente em seis países do mundo: Brasil, Estados Unidos, China, França, Portugal e Cingapura. Apesar de controlada pelos grupos brasileiros Previ e Bozano, cerca de 52% do seu capital está na mão de estrangeiros, principalmente fundos de pensão norte-americanos. Mesmo o governo brasileiro também sendo acionista dessa empresa, neste dia 25 de fevereiro, Lula não pediu a reintegração dos trabalhadores ou nem mesmo emitiu nenhuma desaprovação às demissões.

Se de um lado, desde o anúncio das demissões, o Sindicato dos Metalúrgicos de São dos Campos – filiado à Conlutas – (cidade onde a empresa é sediada) vem realizando manifestações diárias e paralisações na fábrica. De outro lado, o presidente da CUT que sabia das dispensas há pelo menos 4 dias de antecedência não avisou os trabalhadores do que iria ocorrer. A Folha de S. Paulo noticiou, em 21 de fevereiro, que o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, informou sobre as demissões a todos os presentes – inclusive Artur Henrique, presidente da CUT.

Assim como todas as grandes empresas, a Embraer não poderia demitir. Em primeiro lugar, porque lucrou muito nos últimos anos, chegando a uma alta de 73% no primeiro semestre de 2008. Só nos últimos três anos lucrou mais de 2 bilhões de reais, evidentemente às custas do suor de seus mais de 21 mil empregados. Em segundo lugar, porque somente no ano passado recebeu 542 milhões de reais do governo. Portanto, Lula deveria ter editado uma medida provisória impedindo essas demissões.

Os Sindicatos dos Metalúrgicos de São José dos Campos, o de Botucatu e a Federação dos Metalúrgicos de São Paulo (Força Sindical) entraram nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, com uma ação de dissídio coletivo no TRT da 15ª região (Campinas/SP). Nesta sexta-feira, 27 de fevereiro, o Tribunal concedeu liminar suspendo as 4.270 demissões. Três argumentos foram usados na ação das entidades sindicais: a Embraer ignorou a representação do Sindicato dos Metalúrgicos de São José; a empresa teve uma alta lucratividade nos últimos anos, o que não justificaria demissões para enfrentar eventuais crises financeiras; e o uso de má-fé da direção da Embraer ao lançar mão de informações contraditórias momentos antes do anúncio das demissões.

No dia 1º de abril haverá em todo país atos e passeatas para fortalecer a Campanha Nacional pela estabilidade no emprego, redução da jornada de trabalho sem redução dos salários e estatização das empresas que demitirem. Além disso, transformaremos também o 1º de maio deste ano, num grande dia de luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora, especialmente ao seu mais importante: o seu direito ao trabalho.

17 de fevereiro de 2009

Aos calouros e calouras,
Hoje é um dia alegre em sua vida: você acaba de ingressar na universidade! Nós também já passamos por esta etapa e sabemos avaliar a emoção que tal momento proporciona. No entanto, colado a euforia tão merecida de ser um universitário, você precisar abrir os olhos, pois tentarão lhe vender a falsa idéia de que a universidade é um paraíso.Você como sujeito social e universitário não pode receber as coisas passivamente, deve sempre analisar, questionar, indagar e formar suas próprias conclusões. É com esse estado de espírito que gostaríamos que lessem este panfleto no qual iremos apresentar alguns projetos do governo Lula, que a reitoria da UFRN defende com “unhas e dentes”.

Será que vamos ter educação pública gratuita e de qualidade?

Você deve ter visto nos noticiários de TV as inúmeras ocupações de reitorias que aconteceram no período de 2007/2008. Os estudantes de todo o Brasil desencadearam estas manifestações contra o maior ataque a educação pública superior do Brasil nos últimos anos: o REUNI. Afinal, o que é esse tal de REUNI? É um projeto do governo federal que utiliza o slogan de reestruturação e ampliação das universidades federais. O projeto superlota as universidades e chama isso de “expansão”. Mas, a expansão não é uma bandeira de luta que várias estudantes de-fendem? Claro que sim, todo mundo tem um amigo que merecia estar na federal tanto quanto nós. Se tem uma coisa que todo calouro sabe é que o vestibular é injusto.

REUNI: Decreto que pretende aumentar o número de vagas nas universi-dades, mas sem garantir investimentos na mesma proporção. Obrigandoas instituições federais cumprirem duas metas.

1º - Aumentar a relação de aluno por professor. Em 1995, a relação de aluno por professor na UFRN era de 1 professor para 6 alunos; em 2006, essa relação já estava em 1 professor para 14 alunos. O REUNI exige que a UFRN (até 2012) crie 11.717 novas vagas e contrate apenas 344 profes-sores. Isso dará uma proporção de 1 novo professor para 34 novos alunos. No curso de Bacharelado em Ciências e Tecnologia a situação será pior, terá uma pífia contra-tação de 56 professores para 3.398 novos alunos (até 2012), esse curso terá a insuportável relação de 1 professor para 61 alunos.
2º - Diplomar 90% dos estudantes. Para receber as verbas prometidas pelo programa a nossa universidade se comprometeu com a meta de formar 90% dos alunos ingressos na instituição. Isso significa que teremos aprovação compulsória (como no ensino médio), já que o projeto não prevê programas para impedir a evasão acadêmica ou acompanhamento para os estudantes com dificuldade, será pouco provável que se aprove de forma qualificada 90% dos matriculados.Parece piada se não fosse uma tragédia para a qualidade de ensino da UFRN.

Estamos na luta para barrar a implementação do Reuni
Na UFRN, o REUNI foi aprovado em 2007 com a maioria de votos do Conselho Universitário, inclusive com os votos do Diretório Central dos Estudantes – DCE. Nossa crítica se dá pelo fato desta entidade não ter tomado como base, para definir seu voto, o posicionamento dos estudantes da UFRN, já que estes são os que deveriam estar sendo representados.
Respeito é bom e todo mundo gosta

A Oposição União Vigilante/Conlutas fez parte do grupo A Voz da Oposição Vigilantes. Tomamos um novo rumo com o objetivo de alertar a base para as lutas. Sozinho ninguém vai garantir nenhuma conquista. Somente a luta organizada, com a participação de todos os vigilantes, pode mudar essa situação, que vai de mal a pior. Cada um de nós é uma peça fundamental para garantir as mudanças que a categoria tanto almeja e merece. Vamos lutar sempre, senão a gente acaba perdendo o que já conquistou. Muitos dos nossos direitos já foram perdidos pelas negociatas. Assim não dá pra ficar. É por isso mesmo que escolhemos o rumo da mudança, da união e da luta.


AOposição União Vigilante/ Conlutas conhece bem a indiferença dos patrões e da atual diretoria do nosso sindicato com relação às reivindicações da categoria. Essa diretoria não tem compromisso com a base e sim com os empresários. Por isso, convocamos todos os trabalhadores vigilantes para ir à luta em defesa dos nossos direitos. Agora, temos uma nova alternativa de luta em defesa da base: a Oposição União Vigilante /Conlutas. Vamos mostrar que somos capazes de construir um sindicato forte, que vai à luta junto com a base. Um sindicato que esteja no dia-a-dia nos locais de trabalho, discutindo os problemas da categoria e organizando as campanhas salariais para garantir as nossas reivindicações. Assim, estaremos resgatando a tradição de luta e a dignidade para toda a categoria vigilante. Sempre fomos lutadores bravos, mas a nossa categoria adormeceu e estão se aproveitando disso. Precisamos acordar, antes que seja tarde. Vamos abraçar essa causa e voltar às lutas como verdadeiros guerreiros que somos. Todos à luta!