Já
que passamos há tão pouco do dia 8 de março, acho que ainda cabe aqui reafirmar o que penso sobre a questão da luta contra a opressão em geral e da mulher, em particular. Até porque o dia 8 de março é simbólico, pois a luta é todo dia.
Em primeiro lugar, sei que é muito difícil qualquer homem que vive em uma sociedade como a nossa, se proclamar livre do machismo. Sem que isso seja apenas da boca pra fora. Isto não ocorre por falta de disposição ou simples alienação do homem. Vivemos em uma sociedade machista, e por fazermos parte dela somos pressionados por praticamente todos os lados para reproduzirmos - muitas vezes inconscientemente - a cultura machista.
Para nada isto significa uma justificação do machismo. Senão pelo contrário. Pois é a partir da constatação de que não estamos imunes ao vírus do machismo e, portanto, estamos sujeitos a colaborar de alguma forma para sua manutenção e reprodução, só aí poderemos agir conscientemente no seu combate. Quero dizer que todo aquele que luta por uma sociedade livre da exploração tem também igual responsabilidade na luta pelo fim da opressão da mulher. Parto de uma compreensão comum que a emacipação da mulher será obra de uma sociedade diferente dessa, muito possivelmente sem propriedade privada dos meios de produção e distribuição. Mas a luta por essa causa já está na ordem do dia e deve ser encarada como uma de nossas prioridades.

As mulheres da classe trabalhadora sofrem exploração do trabalho, mas esta é acentuada e difere das dos homens trabalhadores justamente por conta da opressão machista. Portanto, o machismo cumpre um papel social no capitalismo: impulsionar a exploração de cerca da metade da classe trabalhadora. E isto que começa no trabalho se reproduz e se espalha pela sociedade na forma da violência contra a mulher, na coisificação da mulher (que a torna em um objeto ou mercadoria) entre outras bárbaries.
Por isso, tomar consciência do papel repugnante que cumpre o machismo é o primeiro passo para combatê-lo. Fazer auto-crítica e modificar as atitudes diante da pressão que sofremos para sermos machistas é uma tarefa que exige muita vigilância e medidas concretas para superar o atraso do machismo. Exige muita paciência para educarmos os trabalhadores numa cultura não-machista, especialmente aos operários a fim de ajudá-los a tornar-se a vanguarda do povo pobre. E quanto às operárias, devemos orientá-las e organizá-las para cumprir tarefa semelhante.
que passamos há tão pouco do dia 8 de março, acho que ainda cabe aqui reafirmar o que penso sobre a questão da luta contra a opressão em geral e da mulher, em particular. Até porque o dia 8 de março é simbólico, pois a luta é todo dia.Em primeiro lugar, sei que é muito difícil qualquer homem que vive em uma sociedade como a nossa, se proclamar livre do machismo. Sem que isso seja apenas da boca pra fora. Isto não ocorre por falta de disposição ou simples alienação do homem. Vivemos em uma sociedade machista, e por fazermos parte dela somos pressionados por praticamente todos os lados para reproduzirmos - muitas vezes inconscientemente - a cultura machista.
Para nada isto significa uma justificação do machismo. Senão pelo contrário. Pois é a partir da constatação de que não estamos imunes ao vírus do machismo e, portanto, estamos sujeitos a colaborar de alguma forma para sua manutenção e reprodução, só aí poderemos agir conscientemente no seu combate. Quero dizer que todo aquele que luta por uma sociedade livre da exploração tem também igual responsabilidade na luta pelo fim da opressão da mulher. Parto de uma compreensão comum que a emacipação da mulher será obra de uma sociedade diferente dessa, muito possivelmente sem propriedade privada dos meios de produção e distribuição. Mas a luta por essa causa já está na ordem do dia e deve ser encarada como uma de nossas prioridades.

As mulheres da classe trabalhadora sofrem exploração do trabalho, mas esta é acentuada e difere das dos homens trabalhadores justamente por conta da opressão machista. Portanto, o machismo cumpre um papel social no capitalismo: impulsionar a exploração de cerca da metade da classe trabalhadora. E isto que começa no trabalho se reproduz e se espalha pela sociedade na forma da violência contra a mulher, na coisificação da mulher (que a torna em um objeto ou mercadoria) entre outras bárbaries.
Por isso, tomar consciência do papel repugnante que cumpre o machismo é o primeiro passo para combatê-lo. Fazer auto-crítica e modificar as atitudes diante da pressão que sofremos para sermos machistas é uma tarefa que exige muita vigilância e medidas concretas para superar o atraso do machismo. Exige muita paciência para educarmos os trabalhadores numa cultura não-machista, especialmente aos operários a fim de ajudá-los a tornar-se a vanguarda do povo pobre. E quanto às operárias, devemos orientá-las e organizá-las para cumprir tarefa semelhante.
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