Um dia de cão!
Hoje eu quero tratar acerca da minha última sexta-feira (16/06/2006) - só agora notei a formação 6-6-6 nos últimos três algarismos de cada número, que isso quer dizer?! Bom, eu ainda não tenho resposta pra tudo, né? Portanto, vou continuar levando essa vidinha fácil de mero especulador (de idéias próprias, tá?).
O fato é o seguinte: o dia em questão foi um dos mais desastrados dos últimos anos. As desordens começaram ainda no dia anterior, 15 de junho, exatamente no meu aniversário. Eu estava no finzinho de uma beat reunion quando me bateu a necessidade de rumar pra casa, por causa do trabalho no dia seguinte. Beleza, chego em casa, durmo, acordo na sexta, às cinco e quarenta. Às sete da matina, me lanço no busu, pago inteira porque meu Pass Card tava zerado. Até aí daria pra tirar de letra. Mas quando cheguei no trabalho, eu quem fui tirado do sério: ponto facultativo. Recapitulando , por conta do trabalho que não houve, voltei de Vera Cruz às pressas, não curti o resto da noite na casa do Moon, acordei super cedo e com uma puta ressaca em pleno feriadão, e gastei cinco reais à toa com passagens de ida e volta ao Rio Pequeno - Paranã Mirim. Tudo bem, ainda eram oito e trinta da manhã e o dia ainda poderia ser salvo. Ou não.
Fui sacar uma grana e percebi que haviam depositado menos do que o devido. Isto após ter ficado em uma primeira fila de caixa eletrônico e ter sido surpreendido pela sutil mensagem filha-da-puta: "SAQUE INDISPONÍVEL". Resolvi passar, então, o restante da manhã entre uma lan house, um restaurante e um play game no centro daquela cidade. Treze horas, tinha que voltar pra casa.
Fui entregar um DVD que alugara na última quarta-feira, quando me reporto à moça do balcão e faço, estupidamente, uma pergunta a qual eu achava que já sabia a resposta, e sou surpreendido:
- Quanto custa moça?
- Quatro reais. - respondeu a balconista.
- Mas ontem foi feriado, não devia ter contado. - Respondi furioso.
- O senhor se enganou, o senhor me deve quatro reais!
- Pois eu só pagarei dois! - Disse em tom de ultimato.
Vinte segundos depois, eu já tinha caído fora dali, com apenas dois mangos a menos no bolso.
Dezesseis horas e cinco minutos: hora de ir pra UFRN, comprar passes, tirar meu atestado de matrícula, pegar alguma coisa na biblioteca, criar meu blog e vê a jú. (A ordem de importância das tarefas foi propositalmente invertida).
Acontece que minha carteira de estudante estava bloqueada; cheguei quinze minutos após jú ter ido embora; perdi tudo do meu primeiro post, após passar trinta minutos digitando; e esqueci de ir tirar meu atestado de matrícula. Fiquei de saco cheio. Desisti de ir pegar qualquer coisa biblioteca.
Já eram mais ou menos dezoito e trinta. Decidi zapar pra casa, desfiz meus planos de rumar pro Centro, tinha certeza que se fosse pra lá, alguma coisa desgraçada aconteceria. Ou um assalto, ou um atropelamento ou mesmo uma briga de bar, em algum daqueles lugares sórdidos, por qualquer futilidade. Algo assim me esperava, eu sabia.
São dezonove horas, chego em casa. Assim termina um típico dia de cão!
19 de junho de 2006
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