Sábado de recomeço
Acordei mais um dia trôpego e tranquilamente...
Esqueço!
Saio, vejo, sigo contínuo, com estímulo e...
Tropeço!
Recebo, de onde menos espero, uma generosa sugestão...
Obedeço!
Amanhã é sábado, um bom dia para um...
Recomeço!
28 de dezembro de 2007
19 de dezembro de 2007
Bilhetagem eletrônica: trabalhadores e juventude na mira dos empresários
Para localizar bem esse debate, antes de tudo, é preciso fazer uma breve discussão histórica. A época que vivemos, de decadência do capitalismo, é caracterizada por um processo brutal de destruição das forças produtivas: o homem (trabalho) e a natureza (matéria prima). Das três forças produtivas (matéria prima, trabalho e técnica), a única que permanece se desenvolvendo – ainda que de maneira parcial e limitada – é a tecnologia (técnica). Em primeiro lugar, o desenvolvimento da técnica é parcial porque a burguesia segue se apropriando de todo o domínio tecnológico (patentes, direitos autorais, etc...), impedindo, assim, que o conjunto da humanidade tenha acesso ao acúmulo de conhecimento técnico disponível no mundo. Em segundo lugar, como não há socialização do conhecimento tecnológico, este se torna limitado porque pouquíssimo são os seres humanos que podem dar uma contribuição ao desenvolvimento da técnica e, principalmente, usufruir dos benefícios diretamente ligados a eles: a diminuição do trabalho. Essa é a síntese da descrição do modo de produção da sociedade humana atual: temos um modo de produção contraditório porque o desenvolvimento da técnica não libera a o trabalho nem poupa a natureza, senão o contrário.O Natal Card alardeado pelo Sindicato patronal (SETURN) é o desenvolvimento das formas de arrecadação, exploração e extorsão dos trabalhadores e da juventude. Esse é o significado central desse modelo e, por isso, não podemos fugir a esse debate. É o desenvolvimento da tecnologia a serviço do enriquecimento de uma casta parasitária. O que queremos dizer é que os que defendemos os interesses da classe trabalhadora, não somos “por princípio” contra o desenvolvimento e aprimoramento da técnica. Somos radicalmente contra o seu uso para elevar a exploração das massas trabalhadoras e da juventude a níveis ainda mais insuportáveis. Defenderíamos os trabalhadores rodoviários se esses resolvessem se mobilizar para ocupar e administrar as empresas, se através dessa mobilização expropriassem seus antigos patrões sem lhes pagar nenhuma indenização. E defenderíamos esses mesmos trabalhadores se, então, impusessem um sistema eletrônico como maneira para diminuir o trabalho (por exemplo, os antigos cobradores poderiam dirigir os ônibus, e, assim, todos trabalhariam por uma jornada de cerca de quatro horas) e para garantir os direitos dos demais trabalhadores e da juventude (redução das tarifas, passe livre para a juventude, idosos, desempregados – para que estes procurem trabalho). Isso para tratar da essência da questão.
Porque além de tudo isso que dizemos acima, existem também os ataques pontuais aos direitos dos trabalhadores e da juventude. O desemprego é o primeiro deles: centenas de cobradores, a exemplo do que ocorrer na empresa Trampolim, irão ficar sem trabalho. O controle do banco de dados de todos os usuários permitirá aos empresários arbitrar quem tem e em qual quantidade cada um terá direito a meia-passagem ou gratuidade. Em outras cidades onde foi implantado, o sistema eletrônico, permitiu ao empresariado cassar o direito dos estudantes em períodos como férias ou feriados nacionais. O aumento das tarifas, com a cobrança através da “carga embarcada”, um modelo de cobrança efetuado no momento do embarque do passageiro onde as empresas cobram um ágil pela “praticidade” do serviço.Portanto, ser contra a aplicação da bilhetagem eletrônica (Natal Card), em primeiro lugar, é uma opção de classe. E é essa opção que irá orientar todo o nosso trabalho e todas as nossas ações no próximo período.
14 de dezembro de 2007
A Conlute natalense tem duas importantes vitórias!
Antes das merecidas férias, o movimento estudantil combativo potiguar alcançou duas importantes vitórias. A primeira, na Escola Estadual Prof. João Tibúrcio. A eleição do grêmio estudantil dessa escola representa a materialização do sonho de muitos ativistas que é finalmente se organizar na própria escola.
Antes das merecidas férias, o movimento estudantil combativo potiguar alcançou duas importantes vitórias. A primeira, na Escola Estadual Prof. João Tibúrcio. A eleição do grêmio estudantil dessa escola representa a materialização do sonho de muitos ativistas que é finalmente se organizar na própria escola. Na João Tibúrcio, um grupo de ativistas independentes com referência na Conlute buscaram a Coordenação para orientar a formação do grêmio e da chapa. A Conlute indicou todos os passos que os estudantes deveriam seguir, desde a convocação de uma Assembléia para eleger a Comissão Eleitoral e aprovar o calendário eleitoral, até como proceder nas inscrições de chapas, campanha e no dia da votação. Duas chapas foram inscritas: a primeira de ativistas independentes ligados à Conlute e a segunda composta por independentes sem nenhuma referência política.
No dia 4 de dezembro, ocorrerem as eleições. Em um clima de grande participação estudantil - inédito na história recente da escola - a votoção ocorreu nos dois turnos. A chapa ligada à Conlute venceu as eleições por 110 votos contra 59 da chapa 2. Ao final do processo eleitoral, o clima era de sensação do dever cumprido e de que afinal os verdadeiros vencedores era o movimento estudantil combativo.
Já na Escola Estadual Professora Ana Júlia de Carvalho Mousinho, a eleição marcou a reconstrução do grêmio estudantil, no marco de uma acirrada disputa de projetos: grêmio livre versus grêmio governista. Isso porque a chapa da Conlute - formada por estudantes participaram das jornadas de 2006 contra os aumentos de passagens e em defesa do passe livre - defendia um grêmio livre, independente de governo, empresários e da direção da escola. Enquanto a chapa 2 era ligada a juventude Rebelião (PCR) e a UESP que defendem abertamente tanto o governo Lula quanto o governo Vilma, portanto estão diretamente ligados aos maiores inimigos da escola pública. Além disso, a UESP não passa de mais uma entidade fantasma, uma máfia de carteirinhas.
Durante as eleições percebemos que na chapa 2 existem muitos estudantes honestos e que ainda só permaneceram ligados à juventude Rebelião e à UESP por desconhecerem as reais práticas dessas duas organizações.
Nesse exato momento é necessário fazermos um chamado a todos os lutadores e a todas as lutadoras da escola Ana Júlia a se unirem ao grêmio estudantil, de luta e independente para construirmos uma alternativa de direção para as lutas estudantis em 2008. Essa batalha passa pelo fortalecimento da Conlute e pela discussão com outros estudantes e grêmios estudantis de luta que estão fora da Conlute para criarmos essa nova ferramenta de luta. Precisamos unir todos os lutadores e lutadoras que defendem a educação e que reconhecem em Vilma e em Lula os seus principais inimigos.
Mais Verbas pra Educação!
Não pagar as dívidas externa e interna, investir 10% do PIB para a educação já!
Contra a bilhetagem eletrônica!
Contra os aumentos de passagens!
Passe livre já!
Estatização do sistema de transporte público sob o controle dos trabalhadores!
13 de dezembro de 2007
Bancários do RN filiam-se à Conlutas
Uma Assembléia histórica, representativa e emocianante. Poderíamos parar por aqui e já teríamos definido o que ocorreu na noite desta quarta-feira, 12 de dezembro de 2007, no auditório da FETARN (Federação dos Trabalhadores Rurais).
Uma Assembléia histórica, representativa e emocianante. Poderíamos parar por aqui e já teríamos definido o que ocorreu na noite desta quarta-feira, 12 de dezembro de 2007, no auditório da FETARN (Federação dos Trabalhadores Rurais).

Foto: Rafael Duarte
Mas precisamos dizer mais. Se é verdade que ontem o Sindicato dos Bancários legalizou sua relação com a Conlutas, também é verdade que essa relação já vem de longa data. Como bem lembrou o dirigente do sindicato, Marcos Tinôco, o discurso mais inflamado e envolvente da noite: "Desde de 2003, quando aqui em Natal surgiu a Celutas [Coordenação Estadual que serviria mais tarde de inspiração para a Conlutas] nós bancários, da minoria, já a reivindicávamos e a construíamos".

Foto: Rafael Duarte
Uma relação entre a Conlutas e o Sindbancários expressa por exemplo, na dedicação do dirigente Eduardo, que é coordenador da Conlutas, a representa em várias greves e eleições sindicais. Relação entre a Conlutas e o Sindbancários expressa no apoio que este sindicato presta às oposições, que são os germes da implantação da Conlutas em nossa classe.
Por conta das tarefas que tenho em outros setores do movimento, participo pouco da vida da categoria e do sindicato bancário. Geralmente estou presente nas greves, paralisações e eleições sindicais. Mas nesta assembléia em especial, fiz questão de desmarcar tudo e assistí-la do início ao fim. Sabia que ali, naquela noite, estava sendo escrita mais uma página da história da reorganização do movimento dos trabalhadores brasileiros.
24 de outubro de 2007
Em todo país, a juventude parte pra cima do REUNI
A histórica ocupação da Reitoria da USP contra os decretos do governo Serra provaram que é possível lutar contra a destruição da universidade pública no país. Os estudantes daquela universidade deram uma boa demonstração que começa a haver uma virada na consciência e na atitude da juventude.
Agora, está na ordem do dia a luta contra o decreto de Lula que institui o REUNI (Projeto de Apoio a Planos de Reestruturação das universidades federais). Em realidade, O REUNI é a nova faceta da reforma universitária que, desde de 2004, já se chamou projeto de lei orgânica do Ensino Superior, Lei 7200/06, etc. Como sabemos, a reforma universitária foi imposta através de fatias. Primeiro foi o ProUni, a lei de inovação tecnólogica, o decreto das fundações privadas, O SINAES/Enade e as Parcerias Público Privado (não necessariamente nessa ordem).
A fatia apresentada em 2007 foi a Universidade Nova (UniNova), elaborada na Reitoria da Universidade Federal da Bahia. Onde esse projeto foi apresentando os estudantes o rechaçaram. Uma jogada de marketing mudou o nome do UniNova para Reuni. A essência do projeto é mesma. Aumentar a relação aluno/professor para 18/1; aumentar os índices de conclusão do curso para 90% (e para chegar nesses níveis irá ser lançado mão da aprovação automática, como no ensino básico); Criar salas de aulas com até 125 alunos em turmas presenciais e 250 em turmas de ensino à distância; Aumentar em 50% o número de alunos e não fazer concurso público que atenda a essa nova demanda, conforme reza a cartilha do PAC que proíbe o aumento de gasto com folha de pagamento do funcionalismo público pelos próximos 10 anos.
Como se isso não bastasse, o Reuni transforma a universidade federal em um escolão doador de diploma de "nível superior". O Reuni cria o Bacharelado Interdisciplinar (no caso da UFRN, o Bacharelado em Ciência e Tecnologia). Curso de curta duração e que permite ao aluno que "não se preocupe com uma especialização precoce". O objetivo do Reuni é formar muitos "bacharéis sem especialização para que se tornem mão-de-obra barata e qualificada e assim as multinacionais instaladas no Brasil e ao redor do mundo deixem de ameaçar trocá-lo pela China (onde a mão de obra custa 1/3 da do Brasil e a qualificação é equivalente - a China forma cerca de 60 mil engenheiros por ano). Quem desejar se especializar deverá enfrentar uma nova seleção, ultra excludente, onde só os mais talentosos poderão continuar os seus estudos em nível de graduação e pós-graduação.
Essa é a verdadeira face do Reuni.
Por isso, todos à luta.
O Reuni não passará!
A histórica ocupação da Reitoria da USP contra os decretos do governo Serra provaram que é possível lutar contra a destruição da universidade pública no país. Os estudantes daquela universidade deram uma boa demonstração que começa a haver uma virada na consciência e na atitude da juventude.
Agora, está na ordem do dia a luta contra o decreto de Lula que institui o REUNI (Projeto de Apoio a Planos de Reestruturação das universidades federais). Em realidade, O REUNI é a nova faceta da reforma universitária que, desde de 2004, já se chamou projeto de lei orgânica do Ensino Superior, Lei 7200/06, etc. Como sabemos, a reforma universitária foi imposta através de fatias. Primeiro foi o ProUni, a lei de inovação tecnólogica, o decreto das fundações privadas, O SINAES/Enade e as Parcerias Público Privado (não necessariamente nessa ordem).
A fatia apresentada em 2007 foi a Universidade Nova (UniNova), elaborada na Reitoria da Universidade Federal da Bahia. Onde esse projeto foi apresentando os estudantes o rechaçaram. Uma jogada de marketing mudou o nome do UniNova para Reuni. A essência do projeto é mesma. Aumentar a relação aluno/professor para 18/1; aumentar os índices de conclusão do curso para 90% (e para chegar nesses níveis irá ser lançado mão da aprovação automática, como no ensino básico); Criar salas de aulas com até 125 alunos em turmas presenciais e 250 em turmas de ensino à distância; Aumentar em 50% o número de alunos e não fazer concurso público que atenda a essa nova demanda, conforme reza a cartilha do PAC que proíbe o aumento de gasto com folha de pagamento do funcionalismo público pelos próximos 10 anos.
Como se isso não bastasse, o Reuni transforma a universidade federal em um escolão doador de diploma de "nível superior". O Reuni cria o Bacharelado Interdisciplinar (no caso da UFRN, o Bacharelado em Ciência e Tecnologia). Curso de curta duração e que permite ao aluno que "não se preocupe com uma especialização precoce". O objetivo do Reuni é formar muitos "bacharéis sem especialização para que se tornem mão-de-obra barata e qualificada e assim as multinacionais instaladas no Brasil e ao redor do mundo deixem de ameaçar trocá-lo pela China (onde a mão de obra custa 1/3 da do Brasil e a qualificação é equivalente - a China forma cerca de 60 mil engenheiros por ano). Quem desejar se especializar deverá enfrentar uma nova seleção, ultra excludente, onde só os mais talentosos poderão continuar os seus estudos em nível de graduação e pós-graduação.
Essa é a verdadeira face do Reuni.
Por isso, todos à luta.
O Reuni não passará!
24 de setembro de 2007
SINTSEF/RN mantêm-se na trincheira da luta!
Os dias 19 e 20 de setembro de 2007 representaram uma grande mobilização dos trabalhadores do serviço público federal. Em meio a uma grande polarização entre dois projetos antagônicos, irreconciliáveis, representados pela Chapa 1 - "Continuar a luta", chapa ligada a Coordenação Nacional de Lutas - Conlutas; e a Chapa 2 - "Unidade, Renovação e Luta", chapa apoiada pela CUT chapa branca. Esta era a luta travada: de um lado os que lutam contra as reformas neoliberais e a política econômica do governo Lula, escudeiro de George W. Bush para assuntos latino americanos; de outro lado, o oposto, uma chapa pertencente à tropa de choque governista encrustada no movimento sindical, como correia de transmissão da política do Palácio do Planalto.
Felizmente, os trabalhadores souberam acertar. Fizeram por sua própria conta um balanço dos três últimos anos das lutas apontadas pela Direção do Sindicato. E por si próprios avaliaram com uma experiência positiva. Ao mesmo tempo, e também por si próprios, concluiram que a ruptura com o governo Lula e com o PT/PCdoB é parte de uma movimentação histórica da roda da luta de classes brasileira é um fato que segue seu caminho já sem volta.
Venceram os trabalhadores de base, que acordam cedo e pegam no batente. Venceu a reorganização do movimento de massas brasileiro que enxerga na Conlutas um embrião de alternativa de direção nacional para as lutas para o presente e, mesmo também, como embrião de alternativa de poder político ao regime democrático burguês. Venceu a atual direção do Sindicato que com o slogan "Continuar a luta", já se prepara com toda a força para a grande marcha sobre Brasília, no dia 24 de outubro de 2007 (um dia antes do nonagésimo aniversário da Revolução russa de Outubro).
Continuar a luta, até o socialismo, sempre!
Os dias 19 e 20 de setembro de 2007 representaram uma grande mobilização dos trabalhadores do serviço público federal. Em meio a uma grande polarização entre dois projetos antagônicos, irreconciliáveis, representados pela Chapa 1 - "Continuar a luta", chapa ligada a Coordenação Nacional de Lutas - Conlutas; e a Chapa 2 - "Unidade, Renovação e Luta", chapa apoiada pela CUT chapa branca. Esta era a luta travada: de um lado os que lutam contra as reformas neoliberais e a política econômica do governo Lula, escudeiro de George W. Bush para assuntos latino americanos; de outro lado, o oposto, uma chapa pertencente à tropa de choque governista encrustada no movimento sindical, como correia de transmissão da política do Palácio do Planalto.
Felizmente, os trabalhadores souberam acertar. Fizeram por sua própria conta um balanço dos três últimos anos das lutas apontadas pela Direção do Sindicato. E por si próprios avaliaram com uma experiência positiva. Ao mesmo tempo, e também por si próprios, concluiram que a ruptura com o governo Lula e com o PT/PCdoB é parte de uma movimentação histórica da roda da luta de classes brasileira é um fato que segue seu caminho já sem volta.
Venceram os trabalhadores de base, que acordam cedo e pegam no batente. Venceu a reorganização do movimento de massas brasileiro que enxerga na Conlutas um embrião de alternativa de direção nacional para as lutas para o presente e, mesmo também, como embrião de alternativa de poder político ao regime democrático burguês. Venceu a atual direção do Sindicato que com o slogan "Continuar a luta", já se prepara com toda a força para a grande marcha sobre Brasília, no dia 24 de outubro de 2007 (um dia antes do nonagésimo aniversário da Revolução russa de Outubro).
Continuar a luta, até o socialismo, sempre!
18 de julho de 2007
EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA:TODO APOIO A GREVE DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO
A greve dos trabalhadores em educação do estado do Rio Grande do Norte deflagrada em 9 de julho é um movimento justo e conta com o nosso total e irrestrito apoio e solidariedade.
Em primeiro lugar, os acordos existentes entre o governo Vilma e os trabalhadores em educação realizados em 2006, não estão sendo cumpridos (enumerar os pontos dos acordos). Mas isso não é o bastante. Várias reivindicações históricas estão sendo trazidas para a campanha salarial deste ano, apresentadas principalmente pela Oposição Unificada a Direção do SINTE-RN. Essa pauta exige o pagamento das promoções verticais, horizontais, férias e precatórios. Reivindica um Plano de Cargos e Salários para os trabalhadores do setor administrativo: ASG, técnico D, técnico de nível superior, atualmente excluídos de qualquer política de valorização salarial.
São duas as razões da nossa adesão. Primeira, reconhecemos a situação de desvalorização dos recursos humanos que, de fato, promovem a educação neste estado. Segunda, queremos denunciar o sucateamento das escolas estaduais.
Dividir para governar
Diante desse quadro, a tática do governo Vilma é dividir a opinião pública entre os trabalhadores, sejam eles os que estão em greve ou os que ainda não aderiram. Ou os pais dos alunos, que obviamente são também da nossa mesma classe trabalhadora. Ou ainda os professores estagiários, trabalhadores super explorados e sem nenhum direito trabalhista. Não podemos nos dividir e nem devemos nos deixar iludir com essas manobras.
Muita fumaça e pouco fogo
Uma marca de todos os governos na história de Vilma foi a tática da maquiagem associada a muita propaganda. Isso explica a ofensiva midiática desferida pelo seu governo ainda no mês de junho. Uma tentativa de “responsabilizar” toda a sociedade, leia-se a grande massa trabalhadora de nosso estado, pelo descaso e descalabro em que se encontra a nossa educação pública. A responsabilidade pela degradação da educação do Estado é única e exclusiva dos governos de plantão. O governo Vilma tem responsabilidade por quatro anos e seis meses de desmonte da educação. A prova é que temos a segunda pior educação pública (nível básico) do país. A ameaça de corte de ponto anunciada demonstra o tipo de governo antidemocrático que os trabalhadores estão diante.
Greve e Luta: duas lições de vida
Por isso, estamos lado a lado com os nossos educadores, professores e funcionários das escolas. Lutamos juntos em defesa da educação pública e de qualidade e de seus direitos. A greve é a ferramenta mais legitima e eficaz que a classe trabalhadora dispõe contra a opressão dos patrões e dos governos. Resgatar e fortalecê-la é a tarefa colocada neste momento. E é justamente por isso que o governo Lula que impedir as greves do serviço público e o governo Vilma seguindo a mesma lógica ameaça com o corte do ponto.
Queremos aqui lembrar o exemplo dos estudantes da Universidade de São Paulo (USP) que nos ensinaram que é possível lutar e é preciso vencer. Eles ocuparam a reitoria daquela universidade e, mesmo ameaçados de serem expulsos pela tropa de choque, resistiram e derrotaram o governador de São Paulo, José Serra. Mesmo com as ameaças covardes do governo Vilma, sabemos que os trabalhadores podem impor uma nova derrota para os inimigos da educação: Lula e Vilma. Neste momento de luta e solidariedade de classe, lembremos uma das mensagens deixadas pelo movimento do maio francês de 1968: “sejamos realistas, exijamos o impossível!”.
Natal, 12 de julho de 2007.
26 de abril de 2007
Em defesa do Socialismo e da Revolução!
Quase dezoito anos nos separam dos tremores que abalaram o mundo socialista. Em novembro de 1989, as ruínas do Muro de Berlim parece que caíram sobre as cabeças de militantes do mundo inteiro; uns perplexos e confusos, outros já céticos e pessimistas. O que vigorou à época e durante toda a década de 1990 foi uma brutal ofensiva ideológica do imperialismo que lotou páginas de livros, revistas, enciclopédias, jornais, quadrinhos, zines e tudo mais; na TV a overdose de propaganda pró-capitalista não foi menor. Afinal, o capitalismo havia vencido o socialismo, sua supremacia era indiscutível. O impacto sobre a esquerda mundial foi devastador, também entre os revolucionários (inclusive no seio do movimento trotskysta internacional) . Muita gente foi pra casa desiludida, muitos outros foram de armas e bagagens para o campo da Democracia burguesa. O socialismo passou a ser uma utopia a ser lembrada nos dias de festas dos partidos, e a revolução enquanto uma estratégia virou obra de antiquário.
No entanto, depois de enfrentarmos todos esses anos, de terrível ofensiva neoliberal, de vermos uma onda devastadora de privatizações correndo o mundo, e de horríveis tempestades guerreiras imperialistas; nos parece agora que, desde o início do novo século, o céu está se abrindo e alguns lampejos da reorganização e do ascenso do movimento de massas em âmbito global já começam a raiar entre nuvens.
É assim, pois o povo equatoriano e argentino inauguraram o século XXI com mobilizações revolucionárias que derrubaram os governos de plantão e desistabilizaram os regimes dos seus países. Houve um vazio de Poder e a questão dde quem deveria assumir o Poder ficou colocada na ordem do dia. No Equador, inclusive, a CONAIE tomou o poder por algumas horas e depois passou-o às mãos das forças armadas através do gen. Gutierréz, o qual meses depois retomaria a aplicação dos planos do FMI no país. Na Argentina, sob os auspícios de 2002, cinco presidentes são derrubados, mas a esquerda revolucionária argentina não tem a unidade suficiente para apontar para as massas a alternativa da ruptura revolucionária, e menos ainda, sequer existe um organismo nacional do movimento massas que se apresente como instrumento de poder dual.
A partir de 2003, tem lugar também na Bolívia uma crise revolucionária, onde as massas, dirigidas pelos mineiros de El Alto, derrubam el gringo Sanchez de Lozada e abrem também neste país um vazio de poder. A diferença qualitativa da situação boliviana é que neste país a sua classe operária, uma das mais experientes na luta de classes do nosso subcontinente, construiu a sua Central Obrera Boliviana - COB, um legítimo organismo de duplo poder. Na ocasião o Movimiento Socialista del Trabajadores - MST, seção boliviana da Liga Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional (LIT-QI) defedeu a palavra-de-ordem: Todo poder a COB!
Quase dezoito anos nos separam dos tremores que abalaram o mundo socialista. Em novembro de 1989, as ruínas do Muro de Berlim parece que caíram sobre as cabeças de militantes do mundo inteiro; uns perplexos e confusos, outros já céticos e pessimistas. O que vigorou à época e durante toda a década de 1990 foi uma brutal ofensiva ideológica do imperialismo que lotou páginas de livros, revistas, enciclopédias, jornais, quadrinhos, zines e tudo mais; na TV a overdose de propaganda pró-capitalista não foi menor. Afinal, o capitalismo havia vencido o socialismo, sua supremacia era indiscutível. O impacto sobre a esquerda mundial foi devastador, também entre os revolucionários (inclusive no seio do movimento trotskysta internacional) . Muita gente foi pra casa desiludida, muitos outros foram de armas e bagagens para o campo da Democracia burguesa. O socialismo passou a ser uma utopia a ser lembrada nos dias de festas dos partidos, e a revolução enquanto uma estratégia virou obra de antiquário.
No entanto, depois de enfrentarmos todos esses anos, de terrível ofensiva neoliberal, de vermos uma onda devastadora de privatizações correndo o mundo, e de horríveis tempestades guerreiras imperialistas; nos parece agora que, desde o início do novo século, o céu está se abrindo e alguns lampejos da reorganização e do ascenso do movimento de massas em âmbito global já começam a raiar entre nuvens.
É assim, pois o povo equatoriano e argentino inauguraram o século XXI com mobilizações revolucionárias que derrubaram os governos de plantão e desistabilizaram os regimes dos seus países. Houve um vazio de Poder e a questão dde quem deveria assumir o Poder ficou colocada na ordem do dia. No Equador, inclusive, a CONAIE tomou o poder por algumas horas e depois passou-o às mãos das forças armadas através do gen. Gutierréz, o qual meses depois retomaria a aplicação dos planos do FMI no país. Na Argentina, sob os auspícios de 2002, cinco presidentes são derrubados, mas a esquerda revolucionária argentina não tem a unidade suficiente para apontar para as massas a alternativa da ruptura revolucionária, e menos ainda, sequer existe um organismo nacional do movimento massas que se apresente como instrumento de poder dual.
A partir de 2003, tem lugar também na Bolívia uma crise revolucionária, onde as massas, dirigidas pelos mineiros de El Alto, derrubam el gringo Sanchez de Lozada e abrem também neste país um vazio de poder. A diferença qualitativa da situação boliviana é que neste país a sua classe operária, uma das mais experientes na luta de classes do nosso subcontinente, construiu a sua Central Obrera Boliviana - COB, um legítimo organismo de duplo poder. Na ocasião o Movimiento Socialista del Trabajadores - MST, seção boliviana da Liga Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional (LIT-QI) defedeu a palavra-de-ordem: Todo poder a COB!
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