A crise da doutrina Bush
O último dia 7 de novembro marcou definitivamente o que muitos analistas, políticos e intelectuais, tanto de esquerda quanto de direita, já vinham prevendo: Bush e sua doutrina de "guerra contra o terror" estavam com seus dias contados.
Isso mesmo, tanto Bush quanto a sua doutrina. A política de "guerra contra o terror" está na corda bamba. Donald Rumsfield, o secretário de defesa da invasão do Afeganistão (outubro de 2001) e da ocupação do Iraque (março de 2003), foi o primeiro a cair. Sua demissão-renúncia é apenas a ponta de iceberg que ainda tem muito mais gelos nas profudesas do pentágono. Essa estratégia de "garrote" do imperialismo norte-americano já vinha mostrando sinais de falência desde pouco depois da ocupação, que de fato, não conseguiu conter a forte resistência do povo iraquiano contra os invasores e seus lacaios locais. É o que chamamos de "empantamento", isto é, as tropas imperialistas se comportaram, a cada dia que se passava, como se estivessem em um atoleiro - um verdadeiro pântano - de onde não conseguiam sair, sem que não sofressem uma vergonhosa derrota. Daí é que passou a ser inevitável qualquer comparação da situação atual com a do Vietnã.
A forca não parece um pesadelo somente para Saddam Hussein, basta ver a derrota fragorosa dos republicanos nas legislativas deste mês de novembro. Tanto para a Câmara dos representantes (Deputados) como para o Senado, os governistas não perdiam a maioria há mais de doze anos.
15 de novembro de 2006
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