9 de janeiro de 2008

Invasão a sede nacional do PSTU é responsabilidade do Estado brasileiro


Muitos podem afirmar que o Brasil vive uma democracia. Mas, infelizmente, precisamos alertar as pessoas comuns honestas, porém, em certa medida, desavisadas que essa democracia tem dono. Vivemos sob a democracia dos ricos ou um regime democrático burguês, ou seja, a classe social para qual as principais instituições do regime atua é a dos capitalistas. Poderíamos dizer ainda que na verdade o regime brasileiro é subordinado aos interesses do capital internacional de conjunto, reduzindo-o então a uma “democracia semi-colonial”.

Evidentemente, o movimento de massas brasileiro não vive uma perseguição policial aberta, típica de um regime bonapartista ou fascista. Mas a crescente criminalização dos movimentos sociais já começa a chamar a atenção. O PSTU é um partido que não se rendeu a frente popular encabeçada por Lula e apoiada intransigentemente pelo PT, PCdoB, CUT e UNE. Pe1o contrário, o nosso partido desde o primeiro dia de Lula no governo exigimos que este rompesse com o FMI e a ALCA, deixasse de pagar a dívida externa. A história está aí para mostrar o que a frente popular fez contra os trabalhadores: salários de fome, cortes nas verbas sociais, não fez reforma agrária, manteve o desemprego. Por outro lado, os banqueiros e usineiros nunca lucraram tanto quanto no governo Lula.

É essa postura do PSTU que chama atenção dos serviços de inteligência do Estado. O assalto a sede do partido foi sim um ataque político. Toda a responsabilidade deve ser dada ao governo Lula. Este governo deve explicações ao PSTU e ao movimento operário, estudantil e popular.

Em 2008, tomaremos as ruas contra a reformas da previdência e o Reuni, mas também contra a crimizalização dos movimentos sociais que conheceu, infelizmente, mais um capítulo nesta virada de ano, com o ataque a sede nacional do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado.

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